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  • Foto do escritorDr. Paulo Behar

Mononucleose infecciosa

Resumo do artigo Publicado no JAMA em 12 de novembro de 2017:

“Este paciente tem mononucleose infecciosa? Revisão sistemática do racional do exame clínico"




O diagnóstico precoce e preciso da mononucleose infecciosa colabora no direcionamento do tratamento, evita uso de antibióticos para pacientes com esta doença e fornece elementos para um prognóstico preciso. Fontes de dados Os bancos de dados PubMed (de 1966-2016) e EMBASE (de 1947-2015). Foram pesquisados 670 artigos e 11 estudos foram incluídos para avaliar achados de exames clínico (exame físico) e parâmetros de contagem de leucócitos.


A mononucleose está mais comumente presente entre pacientes com idade entre 5 e 25 anos (especialmente aqueles com idade entre 16 e 20 anos, entre os quais aproximadamente 1 em cada 13 pacientes com dor de garganta tem mononucleose).



Maior probabilidade de mononucleose

  • Presença de adenopatia cervical posterior (especificidade resumida, 0,87; LR positivo, 3,1 [95 % CI, 1,6-5,9]), adenopatia inguinal ou axilar (intervalo de especificidade, 0,82-0,91; intervalo LR positivo, 3,0-3,1)

  • Presença de petéquias no pálato (especificidade, 0,95; LR positivo, 5,3 [IC 95%, 2,1-13] )

  • Esplenomegalia (intervalo de especificidade, 0,71-0,99; intervalo LR positivo, 1,9-6,6).

  • Presença de linfocitose atípica (resumo LR, 11,4 [95% CI, 2,7-35] para linfócitos atípicos ≥10%, 26 [95% CI, 9,6-68] para aqueles com 20% e 50 [95% CI, 38-64] para aqueles com 40%).

  • Angina (dor de garganta) e fadiga são sensíveis (variação, 0,81-0,83), mas inespecíficos se avaliados isoladamente.

  • Combinação de mais de 50% de linfócitos e mais de 10% de linfócitos atípicos (especificidade, 0,99; LR positivo, 54 [IC 95%, 8,4-189]).


Menor probabilidade de mononucleose

  • ausência de qualquer linfadenopatia (sensibilidade resumida, 0,91; intervalo LR positivo, 0,23-0,44)


Conclusão

Pacientes adolescentes e adultos que apresentam angina, adenopatia cervical posterior, inguinal ou axilar, petéquias no pálato, esplenomegalia ou linfocitose atípica está associada a uma maior probabilidade de mononucleose.”



 

Dicas do blog

1. Para o médico: Além de história clínica detalhada, exame físico minucioso sumário deve ser sempre realizado no atendimento médico a todos os pacientes. Isso vale também para o paciente que consulta por angina, onde após o exame inicial, exame do orofaringe, etc, ao chegar ao abdome há grande chance de se encontrar esplenomegalia, e eventualmente, hepatomegalia. Tratamento antiviral com aciclovir e/ou com corticoide somente com indicações específicas conforme o cenário clínico. 2. Para o paciente: Em muitos casos é necessária muita paciência por parte do paciente e da família, pois o tempo de doença pode ser longo, até cerca de 3 ou 4 semanas de duração. Também é de bom senso que hajam visitas frequentes do paciente no médico.




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